09 março, 2015

Lançamento do livro AUTOCENSURA E COMPROMISSO NO PENSAMENTO POLÍTICO DE KANT



AUTOCENSURA E COMPROMISSO NO PENSAMENTO POLÍTICO DE KANT
Domenico Losurdo

Tradução: Ephrain Ferreira Alves

Editora: Ideias & Letras
Páginas: 256 Edição: 1ª Ano: 2015
ISBN: 978-85-65893-63-3


http://livrariaideiaseletras.com.br/produtos/detalhe/1284/autocensura_e_compromisso_no_pensamento_politico_de_kant
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31 janeiro, 2015

A polêmica sobre A Esquerda Ausente



A polêmica sobre A Esquerda Ausente, de Domenico Losurdo
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11 dezembro, 2014

Losurdo e a teoria de RI - Crítica Marxista



O pensamento de Domenico Losurdo:
uma contribuição à teoria crítica de Relações Internacionais

Diego Pautasso[1]
 
Resumo
O objetivo desse artigo é mostrar que a obra de Domenico Losurdo pode fornecer uma importante contribuição ao debate das Relações Internacionais (RI), sobretudo às escolas de pensamento crítico. O argumento central é que tanto a originalidade de sua perspectiva crítica de temas ligados a assuntos internacionais, quanto sua metodologia voltada aos textos originais e à abordagem histórica são cruciais para os estudos internacionais contemporâneos. 
Palavras-chave:Teoria Crítica; Domenico Losurdo; Marxismo.


[1]É doutor e mestre em Ciência Política e graduado em Geografia pela UFRGS. Atualmente é professor de Relações Internacionais da ESPM Sul e da UNISINOS, bem como integrante do Núcleo de Pesquisas em Estudos Globais (NUPEG). Autor do livro China e Rússia no Pós-Guerra Fria, ed. Juruá, 2011. E-mail: dpautasso@espm.br

Este artigo está publicado na revista Crítica Marxista 39:
http://www.livrariamarxista.com.br/acessorios/revistas

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25 agosto, 2014

Entrevista na revista Affari





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05 agosto, 2014

Nós acusamos



  



Nós signatários do presente Apelo, consternados pelos acontecimentos em curso na “Faixa de Gaza”,

acusamos os governadores atuais de Israel que, contra o povo palestino, prosseguem com uma política de expansionismo colonial, de limpeza étnica e de massacre;

acusamos os precedentes governadores do estado de Israel que efetuaram a expropiação de terras, de bens e da memória das pessoas que vivem na Palestina há séculos;

acusamos o exército de Israel, e todos os outros corpos armados desse Estado, que
faz recurso ao uso de métodos mais infames do colonialismo (aqueles, não por acaso, herdados do Terceiro Reich), usando armas proibidas pelas convenções internacionais e se comportando como uma força de ocupação colonial, tratando os palestinos como seres inferiores, a serem expulsos, e quando possível, e com o mínimo pretexto, a serem eliminados;

acusamos os políticos, os homens de negócio e da indústria financeira dos Estados Unidos da América, que sem o apoio constante a Israel esse Estado não poderia nem existir, que garantem a impunidade usufruida por Israel;

acusamos os governos e parlamentos dos Estados-membros da União Europeia e do Parlamento e a Comissão Europeia, a cumplicidade ativa ou passiva com o expansionismo colonial, a limpeza étnica e os massacres que infligem o povo palestiniano;

acusamos a ONU (Organização das Nações Unidas) pela sua incapacidade em bloquear Israel, para impedir a sua arrogância, aplicar sanções de condenação (hoje 73) que, ao longo dos anos, foram promulgadas pelo Conselho de segurança, contra Israel, especialmente aqueles que exigem o regresso de Israel às fronteiras estabelecidas antes de 1967 e o retorno de 700.000 refugiados palestinos;

acusamos os meios midiáticos ocidentais, súcubes dos Estados Unidos e de Israel, que fornecem uma falsa, ou muitas vezes invertida, representação da realidade, apresentando a ação militar israelense como uma "legítima defesa", e na maioria das vezes como "desproporcional".

acusamos a grande corrente de intelectuais internacionais muito surdos e lentos diante do massacre em curso;

acusamos as autoridades do cristianismo internacional, a partir da Igreja de Roma, que são somente capazes de dizer débeis palavras de "paz", negligenciando de anunciar quem são as vítimas e os carrascos;

acusamos a sociedade israelense como um todo que, envenenada pelo chauvinismo e pelo racismo, mostra indiferença ou pior no confronto contra a tragédia do povo palestino e faz pensar uma séria ameaça sobre a mesma minoria árabe;
Enquanto manifestamos a nossa solidariedade e admiração para as personalidades da cultura e os cidadãos e cidadãs do mundo judeu que, apesar do clima de intimidação, condenam os horrores infligidos ao povo palestino, nós acusamos os líderes das comunidades judaicas espelhadas pelo mundo que muitas vezes se tornam cúmplices do governo de Tel Aviv, que está se tornando a principal fonte de uma preocupante nova onda de anti-semitismo; comportamentos que rejeitamos e condenamos categoricamente, em qualquer forma que esses se apresentem. Expressamos nosso maior apreço às organizações como a rede “ECO (Hebreu contra a ocupação), dedicados a realizar a tarefa difícil, mas essencial, de mostrar que nem todos os judeus compartilham a política perversa dos governos israelenses e lutam pela liberdade do povo palestino.

Portanto, exigimos que o mundo se mobilize contra Israel: não é o bastante, apesar de louvável, a campanha do BDS (“Boycott Disinvestment Sanctions”); Nós acreditamos que devemos levar o estado de Israel perante um Tribunal Internacional especial pela destruição da Palestina. Não somente os líderes militares ou políticos, mas um inteiro estado (e seus cúmplices): seu passado, seu presente e seu presumido futuro. Se queremos salvar o povo palestino, a justiça e a verdade, temos de agir agora, não somente bloqueando a matança em Gaza, mas o lento genocídio de um povo. Queremos lutar pela pacífica convivência dos árabes, judeus, cristãos e cidadãos de qualquer ordem religiosa ou proveniência étnica, rejeitando as pretensões de qualquer Estado "etnicamente puro".

Pedimos

UMA NUREMBERG PARA ISRAEL

25 julho 2014

Para aderir ao Apelo, enviar um e-mail para info@historiamagistra.it, com os seguintes dados: nome-sobrenome-profissão-cidade-Estado
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09 junho, 2014

Lançamento do livro A HIPOCONDRIA DA ANTIPOLÍTICA - História e atualidade na análise de Hegel

 

 

Ficha Técnica


Autor(s): Domenico Losurdo
Tradutor: Jaime Clasen
ISBN: 9788571065086
Ano de Edição: 2014
Edição: 1ª. Edição
Número de Páginas: 400
Formato: 16 X 23
Idioma: Português

Sinopse

 O panorama filosófico e político no mundo atual, incluindo o Brasil, é marcado pela síndrome chamada por Hegel de hipocondria da antipolítica, que tende a ocorrer após derrota no processo revolucionário. O filósofo alemão focalizou a Alemanha e a Europa após a derrota da tentativa revolucionária que lá se desenvolveu nos anos 1840. Nesta sua nova obra, Domenico Losurdo expõe e discute a abordagem histórica e filosófica de Hegel, que se revela atual e fecunda para situar os acontecimentos em nossos dias, após a capitulação e dissolução da União Soviética e os surtos de maior agressividade imperialista e avanço do fascismo que se seguiram, num quadro mundial de busca de novo projeto revolucionário para o proletariado.

 

Hegel atual

João Carlos Graça

Domenico Losurdo é um dos mais importantes pensadores da viragem de século XX/XXI, constituindo a sua obra um dos mais notáveis empreendimentos de renovação e aprofundamento da tradição intelectual que se liga a Karl Marx. A respeito das especificidades do marxismo de Losurdo, e admitindo embora a necessidade de circunstancialmente desconsiderar aspetos todavia importantes (como os que encontram expressão no estudo sobre Heidegger e a “ideologia de guerra” alemã em 1914-18, na sua magistral biografia intelectual de Nietzsche, no livro de discussão da “lenda negra” associada a Stalin, no tratamento do caso do marxismo de Gramsci, etc.), é justo sublinhar aqui a atenção dada ao problema do eurocentrismo da análise, ou, noutros termos, a clara assunção da importância de ultrapassar a noção oitocentista de “povos sem história”, sem que todavia essa inclinação desemboque, em Losurdo, num qualquer culto pós-moderno da “diferença”, bem pelo contrário, dado que é integrada e balizada pelo fôlego acrescido do seu universalismo e da sua preocupação com o horizonte da “humanidade comum”.
Importantíssimo é igualmente o reconhecimento explícito, por Losurdo, das componentes “não-econômicas” dos dispositivos sociais de submissão, mesmo nas sociedades liberais-capitalistas típicas ou “maduras”, isto é, muito para além duma qualquer simples “acumulação primitiva do capital”. Na verdade, pode, segundo o filósofo marxista italiano, falar-se de um processo de simultâneas emancipação e “desemancipação” caracterizando a globalidade da história das sociedades liberais-capitalistas, sendo nesse contexto merecedoras de destaque a sua reformulação do conceito de “bonapartismo” e a apresentação da noção de “monopartidarismo competitivo”.
É também digna de relevo a consciência de Losurdo quanto à importância, para o marxismo realmente existente, de ultrapassar a sua carga messiânica, oficialmente apostada no “desaparecimento progressivo do Estado”, carga que o tem ao longo dos tempos tornado tendencialmente incapaz de absorver, reprocessando-as criativamente, as lições “liberais” da importância dos contrapesos políticos, do predomínio dos princípios do “Estado de direito” e afins.
Em paralelo com a alínea anterior, é enfim digna de nota a recuperação losurdiana da figura de Hegel para a tradição marxista, no âmbito de uma clara preocupação de ligar esta aos combates pela emancipação filiando-se conscientemente na revolução francesa. Quanto a isto, de tratamento análogo beneficiam na sua obra, embora em menor grau, os legados de Kant e de Fichte. É, porém, sobretudo à tradição filosófica filiando-se em Hegel que Losurdo apela para destacar, por exemplo, a importância da noção de “contradição objetiva”, bem como a consistente denúncia das tendências para a evasão deliberada da vida política, a qual encontra plena expressão nas figuras de “alma bela” e sobretudo de “hipocondria da antipolítica”, tal como neste volume  podemos confirmar abundantemente.
João Carlos Graça é Doutor em Economia e Agregado em Sociologia, Professor do Instituto Superior de Economia e Gestão – ISEG e investigador do Centro de Investigação em Sociologia Econômica e das Organizações – SOCIUS. O ISEG e o SOCIUS pertencem à Universidade de Lisboa.
 


http://www.revan.com.br/produto/A-HIPOCONDRIA-DA-ANTIPOLITICA-652
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