14 maio, 2015

Domenico Losurdo chega no Brasil em junho de 2015

DOMENICO LOSURDO
 CHEGA NO BRASIL EM JUNHO DE 2015




BOITEMPO EDITORIAL E SESC SÃO PAULO REALIZAM SEMINÁRIO INTERNACIONAL CIDADES REBELDES, DE 9 A 12 DE JUNHO, EM SP

David Harvey, Stephen Graham, Domenico Losurdo e Moishe Postone são alguns
dos especialistas que debatem o presente e o futuro das cidades

A Boitempo Editorial, que completa 20 anos de atividade em 2015, e o Sesc São Paulo realizam entre os dias 9 e 12 de junho o Seminário Internacional Cidades Rebeldes, no Sesc Pinheiros, em São Paulo. Estarão reunidos mais de 50 conferencistas para discutir o presente e o futuro das cidades como palco de disputas políticas, ideológicas e sociais.  

A urbanização é o motor de uma economia de escala planetária, que vem despejando concreto em um ritmo sem precedentes sobre a superfície terrestre. Estudos apontam que em 2050 mais de 75% da população mundial habitará cidades. No entanto, o boom de urbanização não tem se traduzido em maior qualidade de vida para a população; pelo contrário, a vida nas cidades está cada vez mais difícil.
É neste contexto que grupos de pensadores e ativistas estão explorando alternativas, por vezes no despertar de revoltas urbanas, e em outras instâncias, como neste seminário internacional, para estimular a busca por melhores formas de vida urbana.
O Seminário Internacional Cidades Rebeldes é composto por duas etapas simultâneas. A primeira conta com alguns dos principais nomes do urbanismo e da economia crítica brasileira, como Marcio Pochmann e Ermínia Maricato, e abrange um curso de introdução à obra do geógrafo britânico David Harvey, professor emérito da City University of New York (CUNY), especialista em geografia urbana, autor do livro Paris: capital da modernidade e um dos autores da coletânea Cidades rebeldes: Passe livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil
Considerado uma das maiores referências mundiais na análise crítica processos urbanos da modernidade, Harvey estará presente na segunda etapa do evento, o seminário propriamente dito. A lista de convidados internacionais conta ainda com Stephen Graham, professor de Cidades e Sociedades na Escola de Arquitetura da Universidade de Newcastle, na Inglaterra, e autor do livro Cities Under Siege e um dos autores da coletânea Bala perdida: a violência policial no Brasil e os desafios para sua superaçãoDomenico Losurdo, professor de História da Filosofia na Universidade de Urbino, na Itália, autor de A luta de classes: uma história política e filosófica; e Moishe Postone, canadense, professor de História na Universidade de Chicago e autor de Tempo, trabalho e dominação social: uma reinterpretação da teoria crítica de Marx; dentre outros.
Já a representação brasileira reúne, entre outros nomes, o filósofo Vladimir Safatle; o jornalista e cientista político André Singer; os arquitetos e urbanistas Raquel Rolnik e Guilherme Wisnik; o membro da coordenação nacional do MTST, Guilherme Boulos; os psicanalistas Christian Dunker e Maria Rita Kehl; o jornalista Juca Kfouri; e o deputado federal Jean Wyllis.
O Seminário Internacional Cidades Rebeldes prevê ainda o lançamento de sete obras da Boitempo Editorial: A cidade das letras, de Ángel Rama; A luta de classes: uma história política e filosófica, de Domenico Losurdo; De que lado você está? Reflexões sobre a conjuntura política e urbana no Brasil, de Guilherme Boulos; Paris: capital da modernidade, de David Harvey; a coletânea Bala perdida: a violência policial no Brasil e os desafios para sua superação, e a 24° edição da Revista Margem Esquerda, com dossiê temático “Cidades em conflito; Conflitos nas cidades”.

Inscrições
Mais informações sobre as inscrições serão divulgadas através do site www.cidadesrebeldes.com.br.

Temas e convidados

Inserido em uma tradição de parcerias entre a Boitempo Editorial e o Sesc São Paulo (Revoluções, em 2011 e Marx: a criação destruidora, em 2013) , o seminário desta vez pretende ir além da discussão acadêmica, envolvendo também palestrantes ligados à vida pública, ao poder institucional, a movimentos sociais e políticos, às artes e que tem em comum um histórico de pensamento em relação às cidades, à questão urbana e ao seu papel nas transformações sociais.

Temas como “Trabalho, Mobilidade e Flexibilização: A Dominação Social Hoje”,  “Que Cidade Queremos? Apontamentos para o Futuro”, “Cidades Pra Quem? Ganhar e Perder a Vida na Periferia da Periferia do Capital” e “Da Primavera dos Povos às Cidades Rebeldes: Para Pensar a Cidade Moderna” colocarão em pauta questões como os efeitos do neoliberalismo nas cidades, as insurgências urbanas na história, a urbanização militarizada, os megaeventos esportivos, desenvolvimento urbano e meio ambiente, a mobilidade e as novas configurações das lutas de classe.

“Entendemos que é o momento de reunir pessoas com as mais diversas abordagens em relação aos problemas das cidades para discutir  novas formas, soluções e modelos de organização do espaço público, enfrentando os desafios do presente. Ao ocupar um espaço acessível e popular como o Sesc, buscamos uma perspectiva democrática para o debate, propondo que convidados e público saiam de suas respectivas zonas de conforto intelectual para estabelecer diálogos e pensamentos em conjunto”, afirma Ivana Jinkings, fundadora da Boitempo Editorial.


SEMINÁRIO INTERNACIONAL CIDADES REBELDES
PROGRAMAÇÃO

Etapa 1 - Curso de Introdução à obra de David Harvey
A primeira etapa consiste em quatro aulas de iniciação à vasta obra do geógrafo britânico David Harvey, abordando elementos de geografia, urbanismo, economia e filosofia em sua produção:

09/06 – 13h às 15h – Aula 1 – A cidade moderna.
Com Raquel Rolnik

10/06 – 11h às 13h – Aula 2 – Para entender as crises do capitalismo.
Com Marcio Pochmann

11/06 – 11h às 13h – Aula 3 – A cidade global e os limites do capital.
Com Mariana Fix

12/06 – 11h às 13h – Aula 4 – O direito à cidade e as cidades rebeldes.
Com Ermínia Maricato

Etapa 2 – Seminário internacional Cidades rebeldes

9 de junho, terça-feira.

20h – Trabalho, mobilidade, flexibilização: a dominação social hoje
Com Moishe Postone, entrevistado por Jorge Grespan e Ricardo Antunes. 

10 de junho, quarta-feira.

14h – Revoltas e conciliação na história do Brasil
Com Vladimir Safatle, José Luiz Del Roio e Tales Ab’Saber. Mario Sergio Conti (mediação).

17h – Cidade pra quem? Ganhar e perder a vida na periferia da periferia do capital
Sérgio Amadeu (mediação).

20h – Lutas de classe: sindicalismo, partidos e movimentos sociais
Com Domenico Losurdo, entrevistado por André Singer e Ruy Braga. Breno Altman (mediação).

11 de junho, quinta-feira.

14h – Nacionalismo, identidade nacional e segregacionismo
Com Guilherme Boulos, Gilberto Maringoni e Christian Dunker. Matheus Pichonelli (mediação).

17h – Megaeventos esportivos e megaprojetos em cidades à venda
Com Luis Fernandes, Carlos Vainer e Juca Kfouri. Renato Rovai (mediação).

20h – Polis, polícia: violência policial & urbanização
Com Stephen Graham, entrevistado por Paulo Sérgio Pinheiro e Raquel Rolnik. Leonardo Cazes (mediação).

12 de junho, sexta-feira.

14h – Que cidade queremos? Apontamentos para o futuro da cidade
Com Maria Rita Kehl, Ermínia Maricato, Jean Wyllys, Paulo Lins e Nabil Bonduki. Leonardo Sakamoto (mediação).

17h - Bem-vindos ao deserto do capital: crise hídrica, meio ambiente e capitalismo
Com Virgínia Fontes, Alexandre Delijaicov e Camila Moreno. Bruno Torturra (mediação).

20h – Da Primavera dos Povos às cidades rebeldes: para pensar a cidade moderna
Com David Harvey, entrevistado por Guilherme Wisnik.  Flávio Aguiar (mediação).


Boitempo Editorial – 20 anos

A Boitempo Editorial foi fundada em 1995, por Ivana Jinkings. Inicialmente, o objetivo era editar textos de indiscutível relevância, esquecidos ou ainda inéditos no Brasil, como a obra de estreia – Napoleão, de Stendhal, livro que revela o lado “historiador político” do escritor.
A ele se seguiram outros clássicos da literatura, como Machado de Assis, Anatole France e Jack London. Aos poucos, as escolhas passaram a abarcar também novos autores, como Edyr Augusto e João Carrascoza, passando por nomes já consagrados, como Flávio Aguiar e Roniwalter Jatobá.
Os temas são variados e amplos: indústria cultural, ditadura militar, neoliberalismo, trabalho, capitalismo, comunismo, marxismo, questões de gênero, filosofia, educação, ética e meio ambiente.
Entre os principais autores estão Boaventura de Sousa Santos, David Harvey, Edward Said, Ellen Wood, Emir Sader, Francisco de Oliveira, François Chesnais, Giorgio Agamben, György Lukács, Immanuel Wallerstein, István Mészáros, Leandro Konder, Maria Rita Kehl, Michael Löwy, Mike Davis, Perry Anderson, Ricardo Antunes, Tariq Ali e Slavoj Žižek.
A Boitempo mantém ainda seis coleções, coordenadas por alguns dos principais intelectuais brasileiros: Estado de Sítio, dirigida por Paulo Arantes; Marxismo e Literatura, por Leandro Konder; Mundo do Trabalho, por Ricardo Antunes; Pauliceia, por Emir Sader; além das coleções de clássicos e das obras de Karl Marx e Friedrich Engels, estas em edições comentadas e traduzidas diretamente do alemão. Semestralmente publica a revista Margem Esquerda, de estudos marxistas.
Em 2011, a editora passou a disponibilizar seus livros também em formato digital – os chamados ebooks – e a ter maior presença nas redes sociais, mostrando que valoriza a acessibilidade e o contato direto com o leitor.

Seminário Internacional
Cidades Rebeldes

De 9 a 12 de junho de 2015

Local: Sesc Pinheiros

Rua Pereira Leite, 373 – Sumarezinho – São Paulo, SP.

Mais informações: www.cidadesrebeldes.com.br

Realização:
Boitempo Editorial e Sesc São Paulo

Apoio:

Fundação Perseu Abramo           
Fundação Rosa Luxemburgo
Fundação Maurício Grabois
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09 março, 2015

Lançamento do livro AUTOCENSURA E COMPROMISSO NO PENSAMENTO POLÍTICO DE KANT



AUTOCENSURA E COMPROMISSO NO PENSAMENTO POLÍTICO DE KANT
Domenico Losurdo

Tradução: Ephrain Ferreira Alves

Editora: Ideias & Letras
Páginas: 256 Edição: 1ª Ano: 2015
ISBN: 978-85-65893-63-3


http://livrariaideiaseletras.com.br/produtos/detalhe/1284/autocensura_e_compromisso_no_pensamento_politico_de_kant
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31 janeiro, 2015

A polêmica sobre A Esquerda Ausente



A polêmica sobre A Esquerda Ausente, de Domenico Losurdo
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11 dezembro, 2014

Losurdo e a teoria de RI - Crítica Marxista



O pensamento de Domenico Losurdo:
uma contribuição à teoria crítica de Relações Internacionais

Diego Pautasso[1]
 
Resumo
O objetivo desse artigo é mostrar que a obra de Domenico Losurdo pode fornecer uma importante contribuição ao debate das Relações Internacionais (RI), sobretudo às escolas de pensamento crítico. O argumento central é que tanto a originalidade de sua perspectiva crítica de temas ligados a assuntos internacionais, quanto sua metodologia voltada aos textos originais e à abordagem histórica são cruciais para os estudos internacionais contemporâneos. 
Palavras-chave:Teoria Crítica; Domenico Losurdo; Marxismo.


[1]É doutor e mestre em Ciência Política e graduado em Geografia pela UFRGS. Atualmente é professor de Relações Internacionais da ESPM Sul e da UNISINOS, bem como integrante do Núcleo de Pesquisas em Estudos Globais (NUPEG). Autor do livro China e Rússia no Pós-Guerra Fria, ed. Juruá, 2011. E-mail: dpautasso@espm.br

Este artigo está publicado na revista Crítica Marxista 39:
http://www.livrariamarxista.com.br/acessorios/revistas

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25 agosto, 2014

Entrevista na revista Affari





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05 agosto, 2014

Nós acusamos



  



Nós signatários do presente Apelo, consternados pelos acontecimentos em curso na “Faixa de Gaza”,

acusamos os governadores atuais de Israel que, contra o povo palestino, prosseguem com uma política de expansionismo colonial, de limpeza étnica e de massacre;

acusamos os precedentes governadores do estado de Israel que efetuaram a expropiação de terras, de bens e da memória das pessoas que vivem na Palestina há séculos;

acusamos o exército de Israel, e todos os outros corpos armados desse Estado, que
faz recurso ao uso de métodos mais infames do colonialismo (aqueles, não por acaso, herdados do Terceiro Reich), usando armas proibidas pelas convenções internacionais e se comportando como uma força de ocupação colonial, tratando os palestinos como seres inferiores, a serem expulsos, e quando possível, e com o mínimo pretexto, a serem eliminados;

acusamos os políticos, os homens de negócio e da indústria financeira dos Estados Unidos da América, que sem o apoio constante a Israel esse Estado não poderia nem existir, que garantem a impunidade usufruida por Israel;

acusamos os governos e parlamentos dos Estados-membros da União Europeia e do Parlamento e a Comissão Europeia, a cumplicidade ativa ou passiva com o expansionismo colonial, a limpeza étnica e os massacres que infligem o povo palestiniano;

acusamos a ONU (Organização das Nações Unidas) pela sua incapacidade em bloquear Israel, para impedir a sua arrogância, aplicar sanções de condenação (hoje 73) que, ao longo dos anos, foram promulgadas pelo Conselho de segurança, contra Israel, especialmente aqueles que exigem o regresso de Israel às fronteiras estabelecidas antes de 1967 e o retorno de 700.000 refugiados palestinos;

acusamos os meios midiáticos ocidentais, súcubes dos Estados Unidos e de Israel, que fornecem uma falsa, ou muitas vezes invertida, representação da realidade, apresentando a ação militar israelense como uma "legítima defesa", e na maioria das vezes como "desproporcional".

acusamos a grande corrente de intelectuais internacionais muito surdos e lentos diante do massacre em curso;

acusamos as autoridades do cristianismo internacional, a partir da Igreja de Roma, que são somente capazes de dizer débeis palavras de "paz", negligenciando de anunciar quem são as vítimas e os carrascos;

acusamos a sociedade israelense como um todo que, envenenada pelo chauvinismo e pelo racismo, mostra indiferença ou pior no confronto contra a tragédia do povo palestino e faz pensar uma séria ameaça sobre a mesma minoria árabe;
Enquanto manifestamos a nossa solidariedade e admiração para as personalidades da cultura e os cidadãos e cidadãs do mundo judeu que, apesar do clima de intimidação, condenam os horrores infligidos ao povo palestino, nós acusamos os líderes das comunidades judaicas espelhadas pelo mundo que muitas vezes se tornam cúmplices do governo de Tel Aviv, que está se tornando a principal fonte de uma preocupante nova onda de anti-semitismo; comportamentos que rejeitamos e condenamos categoricamente, em qualquer forma que esses se apresentem. Expressamos nosso maior apreço às organizações como a rede “ECO (Hebreu contra a ocupação), dedicados a realizar a tarefa difícil, mas essencial, de mostrar que nem todos os judeus compartilham a política perversa dos governos israelenses e lutam pela liberdade do povo palestino.

Portanto, exigimos que o mundo se mobilize contra Israel: não é o bastante, apesar de louvável, a campanha do BDS (“Boycott Disinvestment Sanctions”); Nós acreditamos que devemos levar o estado de Israel perante um Tribunal Internacional especial pela destruição da Palestina. Não somente os líderes militares ou políticos, mas um inteiro estado (e seus cúmplices): seu passado, seu presente e seu presumido futuro. Se queremos salvar o povo palestino, a justiça e a verdade, temos de agir agora, não somente bloqueando a matança em Gaza, mas o lento genocídio de um povo. Queremos lutar pela pacífica convivência dos árabes, judeus, cristãos e cidadãos de qualquer ordem religiosa ou proveniência étnica, rejeitando as pretensões de qualquer Estado "etnicamente puro".

Pedimos

UMA NUREMBERG PARA ISRAEL

25 julho 2014

Para aderir ao Apelo, enviar um e-mail para info@historiamagistra.it, com os seguintes dados: nome-sobrenome-profissão-cidade-Estado
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