22 junho, 2015

Em auditório lotado, Domenico Losurdo lança livro na FSA

Ouça a entrevista: http://www.fsa.br/imprensa/not%C3%ADcias/item/323-em-audit%C3%B3rio-lotado,-domenico-losurdo-lan%C3%A7a-livro-na-fsa


Domenico Losurdo
No último sábado, 13 de junho, o filósofo italiano, Domenico Losurdo, palestrou no auditório da FAFIL, que estava completamente lotado. O evento marcou também o lançamento de suas obras mais recentes: A Luta de Classes - Uma História Política e Filosófica e Marx e o Balanço Histórico do Século XX, pela Editora Bontempo, e da Revista Cadernos de Ciências Sociais, n. 4, editada pelo Colegiado de Ciências Sociais da FSA. Com um sotaque italiano muito característico, somado aos gestos comuns com as mãos, que marcam os italianos quando falam, seu discurso foi traduzido simultaneamente por um intérprete que procurava passar a mesma emoção apresentada pelo palestrante.
(veja as fotos do evento) 
Esquerda brasileira e europeia - Perguntado pela FSA sobre as diferenças da "esquerda" brasileira em relação à europeia, o filósofo afirmou que na Europa, a esquerda ainda sofre as consequências da queda do Muro de Berlin em 1989. Para ele, desde então, a esquerda sofreu, e ainda tenta se recuperar. Losurdo não vê uma luta anti-imperialista na Europa, como acontece no Brasil e na América do Sul. "No Brasil, é o contrário. É muito forte o envolvimento contra o imperialismo, e isto não existe mais na Europa neste momento", comentou.
Sobre as imigrações ilegais na Europa – A reportagem da FSA perguntou ao filósofo sobre o papel dos partidos de esquerda para apoiar a onda de imigrantes ilegais na Europa, pois somente no primeiro trimestre deste ano, cerca de 60 mil pessoas chegaram ilegalmente à Europa, tudo isso causado pelos conflitos no Oriente Médio (em especial o caos na Líbia e Síria); a pressão demográfica na África; a crescente capacidade da indústria dos traficantes de pessoas e as próprias dificuldades da UE para administrar este problema.
Losurdo informou que há muita confusão na esquerda neste momento sobre este tema. "A Europa tem uma obrigação com estes povos, uma obrigação história e moral com todos os povos que estão sofrendo. Os Estados Unidos e a Europa devem ajudá-los por conta das guerras que promoveram nestes países", disse.
O filósofo afirmou ainda que a única solução para estes países é por meio de um desenvolvimento econômico e social. "Deve acontecer um espírito de solidariedade para com estes imigrantes e a obrigação da esquerda é a de expressar toda a solidariedade e também a de acompanhar para que seja construído um desenvolvimento real nestes países, mas sem as ameaças de intervenção da OTAN", finalizou.


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Encontro do PCdoB com Domenico Losurdo




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Encontro do Professor Domenico Losurdo com Renato Rabelo, ex-presidente do PCdoB, na sede nacional do Partido em São Paulo no dia 15 de junho, por ocasião da palestra de um dos mais respeitados filósofos marxistas da atualidade. Desde 1988 preside a Internationate Gesellschaft Hegel-Marx (Sociedade Internacional Hegel-Marx para o pensamento dialético) e é membro fundador da Associação Marx Século XXI. Lecional filosofia da história na Universidade de Urbino e possui uma obra monumental e é um dos estudiosos italianos mais traduzidos no mundo.
Losurdo — ao final de sua palestra sobre “Lênin, o imperialismo e as guerras”, lançou seu livro “Marx e o balanço histórico do século XXI”, publicado pela Editora Anita Garibaldi e a Fundação Maurício Grabois.
Participaram do encontro com o professor Losurdo também o presidente da Fundação Maurício Grabois, Adalberto Monteiro e o diretor da Fundação, Pedro Oliveira.
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Domenico Losurdo faz palestra e lança livro na sede do PCdoB

O filósofo marxista italiano Domenico Losurdo ministrou nesta segunda (15), a Palestra "Lênin, o imperialismo e as guerras", na sede do PCdoB, em São Paulo. O evento, organizado pela Fundação Maurício Grabois e pela Sociedade Amigos de Lênin, também marcou o lançamento dos seus livros “Marx e o balanço histórico do século 20” e “A luta de classes: uma história política e filosófica”. Antes, Losurdo foi recebido pelo secretariado do PCdoB, e pela presidenta nacional do Partido, Luciana Santos.



Foto: Joanne Mota
   
O pensador italiano é, desde 1988, presidente da "Sociedade internacional Hegel-Marx para o pensamento dialético". Ele também é membro fundador da "Associação Marx Século 21" e professor de filosofia da história na Universidade de Urbino. Com diversos livros lançados, Losurdo possuiu uma obra vasta, tendo sido traduzido para inúmeras línguas.

Em seu livro, “Marx e o balanço histórico do século 20”, o filósofo destaca, entre outras questões, a avaliação de Lênin sobre a questão do imperialismo.

“A partir da análise do imperialismo, Lênin sublinha a importância da questão nacional inclusive para além da Europa e do Ocidente: o movimento de libertação dos povos coloniais é parte integrante do processo revolucionário mundial pela democracia e o socialismo”.

O pensador italiano diz ainda que “Lênin compara a luta da jovem Rússia soviética contra a agressão imperialista alemã ao combate que, outrora, a Prússia conduzira contra a invasão e ocupação napoleônica”.

Sobre as relações de poder que remetem ao colonialismo, Losurdo afirma que “em nossos dias, os elementos de conflito presentes neste processo, longe de se atenuarem, resultam nitidamente mais acentuados. O Manifesto do Partido Comunista faz a sua análise num momento em que nenhum movimento emancipador desponta nas colônias: em tais condições, a globalização é, ou parece ser, uma relação mais ou menos equânime entre países com um grau de desenvolvimento mais ou menos homogêneo, Agora, ao contrário, ocorre que a globalização é também um instrumento com que as grandes potências tratam de recuperar o controle da economia dos países que sacudiram o jugo colonial”.

Durante o evento desta segunda-feira (15), ele lembrou também que o colonialismo formal, o político, pode até não existir mais, mas outra forma de colonialismo segue vigente, o econômico.

Losurdo explicou que, muitas vezes, certos historiadores tentam apresentar o surgimento das duas grandes Guerras Mundiais como um acaso quando, na verdade, os conflitos tiveram matriz na postura de nações imperialistas.

O caso dos chineses, que lutaram na época da Segunda Guerra contra o colonialismo japonês, é emblemático, tornando-se referência da luta anti-imperialista no mundo todo.

O filósofo participará ao longo dos próximos dias de diversas atividades ainda como parte da divulgação de seus livros no Brasil.

Nesta terça-feira (16) haverá a conferência “A luta de classes: uma história política e filosófica” na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Na quinta (18), ele estará no Maranhão, onde faz a conferência magna na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e nos dias 22 e 23, Losurdo falará sobre seu trabalho no Rio de Janeiro. 



Do Portal Vermelho, Tayguara Ribeiro
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Domenico Losurdo no Brasil - 2015 - Em São Luís, Losurdo desconstrói mitos liberais burgueses

Por Cezar Xavier
Publicado 19.06.2015
Ao resgatar as relações entre colonialismo e escravidão, o filósofo italiano ataca a contradição fundamental do liberalismo político em relação à democracia e aos direitos humanos universais. Conferência na Universidade Federal do Maranhão foi prestigiada por intelectuais locais e membros do Governo do Estado.

O filósofo italiano Domenico Losurdo atraiu um multidão de estudiosos ao auditório da Universidade Federal do Maranhão, onde houve a conferência sobre “Marx e o balanço histórico do século XX”. Foi uma oportunidade inédita oferecida aos maranhenses pela Fundação Maurício Grabois do Maranhão e a UFMA, assim como as editores Anita Garibaldi e Boitempo, que lançaram os livros do autor.
Losurdo é um dos mais respeitados pensadores marxistas da atualidade. Leciona filosofia da história na Universidade de Urbino. Possui uma obra monumental e é um dos estudiosos italianos mais traduzidos no mundo.  Desde 1988 preside a Internationale Gesellschaft Hegel-Marx für Dialektisches Denken (Sociedade Internacional Hegel-Marx para o pensamento dialético), e é membro fundador da Associação Marx Século XXI.


Nesta sua turnê pelo Brasil, que teve início esta semana em São Paulo e incluirá também o Rio de Janeiro, Losurdo gentilmente aceitou o convite da Fundação Maurício Grabois para deslocar-se até São Luís. Na conferência que ministrou na cidade, Losurdo apresentou novas facetas de seu trabalho intelectual, todo ele voltado à desconstrução dos mais importantes mitos do liberalismo político – os mesmos que povoam nossa imprensa como verdades incontestáveis.
Entre esses mitos, destaca-se a ideia de que a democracia moderna e a universalização do conceito de homem – e, portanto, a aceitação dos direitos humanos como atributos de todos, sem distinção de sexo, idade, raça e credo – seriam consequências lógicas ou naturais do desenvolvimento do liberalismo burguês.
Losurdo lembra que escravidão e liberalismo conviveram em relativa harmonia tanto na Inglaterra como nos Estados Unidos. Estes últimos continuaram excluindo os negros de seus direitos básicos até passado muito recente. Também não se enquadravam no conceito liberal de humanidade os povos das colônias, encarados – na melhor das hipóteses – como crianças a serem tuteladas.
Mesmo o tão decantado direito de livre organização teve de ser conquistado pelo proletariado em luta. Por isso, na visão do intelectual italiano, “a democracia moderna não pode ser compreendida sem as ideias e lutas da tradição democrático-socialista”.



Losurdo foi prestigiado pelo reitor da UFMA, Natalino Salgado, e a reitora recém-eleita da Universidade, Nair Portela. Acompanharam o professor Losurdo, o presidente da Fundação Maurício Grabois, Adalberto Monteiro, e o professor adjunto do departamento de Comunicação Social da Ufma, Fábio palácio. A sessão de autógrafos no hall do auditório lançou os livros “Marx e o Balanço Histórico do Século XX”, editado pela parceria entre Fundação Maurício Grabois e editora Anita Garibaldi, e “A Luta de Classes – Uma História Política e Filosófica”, publicado pela Boitempo Editorial.

Grabois maranhense
O evento serviu também ao relançamento da FMG-MA, cuja diretoria foi empossada com os seguintes membros: Alan Kardec Duailibe, professor da UFMA, Cristiano Capovilla, professor da UFMA, Egberto Magno, advogado e historiador, Elba Mochel, professora da UFMA, Fátima Oliveira, médica e escritora, Fernando Lima, médico, Joãozinho Ribeiro, bacharel em direito e professor universitário, Jonathan Almada, historiador e secretário-adjunto de Ciência e Tecnologia do Governo do Estado do Maranhão, Laurinda Pinto, pedagoga e secretária da Mulher do Governo do Estado do Maranhão, Luiz Pedro, jornalista e diretor da Tv Assembleia do Maranhão, Régina Galeno, educadora, Sálvio Dino, advogado, e Fábio Palácio, que assumiu a Presidência da Seção Regional Maranhão da Fundação Maurício Grabois.
Na foto, da dir. para a esq.: Alan Kardec, prof. associado da UFMA; Fernando Carvalho, vice-reitor eleito da UFMA; Nair Portela, reitora eleita da UFMA; prof. Domenico Losurdo; Natalino Salgado, reitor da UFMA; Fábio Palácio, prof. adjunto da UFMA; Li Chang-Shuen, profa. adjunta da UFMA, e a tradutora Emily Monique.



A Fundação tem a finalidade de promover estudos, pesquisas e análises nas áreas política, econômica, social e cultural, sobre realidade brasileira e mundial; realizar trabalho de educação política e formação militante, e organizar acervo sobre a história e a memória do Partido Comunista do Brasil e do movimento operário e popular.
Segundo Palácio, para cumprir suas finalidades e enfrentar as tarefas teóricas da contemporaneidade a Fundação terá de realizar seu trabalho interagindo com o conjunto das forças e intelectuais progressistas e de esquerda.
"Com base neste entendimento, a Fundação foi concebida como um espaço de confluência, um local para o encontro entre o labor intelectual desenvolvido pelos comunistas e o trabalho de semelhante natureza realizado por intelectuais e outras organizações do campo marxista e progressista do Brasil e de outros países. Tendo em vista esse intercâmbio com o pensamento avançado, a Maurício Grabois valoriza o diálogo com a universidade brasileira e outras instituições de pesquisa e estudo, e também com intelectuais, pesquisadores e personalidades do mundo da cultura que tenham afinidade com seus propósitos e se disponham a colaborar com o êxito de seu trabalho”, explicou.
A Fundação Maurício Grabois, para defender, difundir e enriquecer o marxismo, conhecer e compreender mais e melhor o Brasil e a realidade mundial, de acordo com o novo presidente, desenvolve ampla agenda de atividades tanto por iniciativa própria quanto em parceria com outras organizações congêneres ou instituições afins. “É uma agenda diversificada e contempla a realização de pesquisas, estudos, seminários, conferências, debates, cursos e outras atividades de formação, e ainda, iniciativas editoriais”.










No Maranhão, a seção estadual da Fundação buscará agregar aos seus objetivos originais, o conhecimento da realidade regional. De acordo com Palácio, os propósitos principais são “o desenvolvimento e a divulgação do pensamento marxista e de esquerda no estado e a formulação de propostas de políticas públicas que contribuam para o esforço ora empreendido pelo governo Flávio Dino no sentido de livrar o Maranhão dos flagelos da pobreza e do subdesenvolvimento”. “Começamos esta nova fase de nossas atividades em alto estilo, trazendo a São Luís um dos mais importantes pensadores políticos da atualidade”, celebrou Palácio, destacando a nova fase política pela qual passa o Estado com a eleição do governador comunista Flávio Dino.

Dentro da agenda do pensador italiano na capital Maranhense, ele não podia deixar de conhecer o governador comunista que derrotou a oligarquia Sarney, em 2014. Losurdo pode testemunhar as primeiras ações do Governo Flávio Dino, que enche os maranhenses de esperança na possibilidade de superar a extrema pobreza que assola o Estado, há tantas décadas.
Foi na quinta-feira, 19, que o governador Flávio Dino, em reconhecimento ao valor e importância da visita do professor Losurdo ao Maranhão e suas contribuições teóricas e políticas, o recebeu no Palácio dos Leões para um almoço, dando as boas vindas ao Estado.
Também reconhecendo o papel da Fundação Grabois, Dino convidou para o almoço integrantes da seção estadual da Fundação, membros do seu Secretariado e os reitores da UFMA.
Na foto, da esquerda para a direita, o presidente da Fundação Maurício Grabois, Adalberto Monteiro, o reitor da UFMA, Natalino Salgado, o governador Flávio Dino, o professor Losurdo, o presidente da seção estadual da Grabois, Fábio Palácio e a reitora eleita da UFMA, Nair Portela. 



Abaixo, em outra foto de Karlos Geromy, os membros da seçao estadual da Grabois, integrantes do Secretariado do Governo Estadual e o reitor e a reitora eleita da UFMA. Ao centro, o governador Flávio Dino e o professor Losurdo.



Aqui, um registro do governador e de Losurdo, acompanhados de Márcio Jerry, presidente do PCdoB-MA, e secretário de Articulação Política do Governo, com outros membros do Secretariado.



Abaixo, registro da seção de autógrafos na UFMA, após a conferência.



Ainda nesta sexta-feira, 19, Losurdo fez novo debate com maranhenses no auditório do hotel onde se hospeda. O debate versou sobre a realidade atual na Europa e as condições da esquerda europeia. Foi uma troca de impressões, em que Losurdo também ouviu Márcio Jerry, secretário do Governo do Maranhão e presidente do PCdoB-MA. Antes do professor, Jerry apresentou um panorama da situação politica do Maranhão e os desafios do governo de tornar vitorioso o projeto que foi eleito nas urnas.
O presidente da Grabois, Adalberto Monteiro, participou de toda a movimentação e teve encontros com membros da seção estadual da entidade. O novo presidente da seção local, Fábio Palácio, trocou ideias sobre a agenda no Maranhão, focando sobretudo em reunir e agregar acadêmicos, intelectuais e artistas maranhenses para o debate de caminhos e ideias que possam levar ao desenvolvimento social do Estado.
Nesta última foto, Losurdo, Jerry, Palácio e Monteiro.

http://grabois.org.br/portal/revista.int.php?id_sessao=16&id_publicacao=5736&id_indice=4544
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11 junho, 2015

Filósofo italiano Domenico Losurdo palestra na FSA no próximo sábado

No próximo sábado, 13 de junho, o Colegiado do curso de Ciências Sociais do Centro Universitário Fundação Santo André promove a palestra Marx e o Balanço do Século XX, com a presença do renomado filósofo italiano Professor Domenico Losurdo.

O evento acontece às 14 horas, no anfiteatro da FAFIL, é gratuito e aberto ao público interessado.

Na ocasião, haverá também o lançamento de suas duas obras recentes: A Luta de Classes - Uma História Política e Filosófica e Marx e o Balanço Histórico do Século XX, e da revista Cadernos de Ciências Sociais n. 4 (editada pelo Colegiado de Ciências Sociais da FSA).

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10 junho, 2015

São Luís recebe o filósofo italiano Domênico Losurdo, dia 18, na UFMA

Losurdo ministrará uma Conferência Magna na Universidade Federal do Maranhão, e também tipificará seus personagens.

http://grabois.org.br/portal/revista.int.php?id_sessao=16&id_publicacao=5736&id_indice=4537
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