16 Janeiro 2012
PARAR OS PREPARATIVOS DE GUERRA! ACABAR COM O EMBARGO!
Participe da petição pública!
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2012N19400
Link para outras línguas:
http://www.freundschaft-mit-valjevo.de/wordpress/?p=402
SOLIDARIEDADE COM OS POVOS IRANIANO E SÍRIO!
Trad. João Carlos Graça,

Dezenas de milhar de mortos, uma população traumatizada, infra-estruturas largamente destruídas e um Estado desintegrado: eis o resultado da guerra levada a cabo pelos EUA e pela NATO para poderem saquear a riqueza da Líbia e recolonizar este país. Agora prepararam descaradamente a guerra contra o Irão e a Síria, dois países estrategicamente importantes, ricos em matérias-primas e que visam políticas independentes, sem se submeterem ao seu diktat. Um ataque da NATO à Síria ou ao Irão poderia provocar um confronto directo ― de consequências inimagináveis ― com a Rússia e com a China. Através de contínuas ameaças de guerra e da deslocação de forças militares para as fronteiras do Irão e da Síria, sem falar das acções terroristas e de sabotagem levadas a cabo por “unidades especiais” infiltradas, os EUA e outros membros da NATO impõem um estado de excepção aos dois países com o objectivo de os esgotar. Os EUA e a UE procuram de modo cínico e desumano paralisar cirurgicamente através do embargo o comércio externo e as transacções financeiras destes países. De forma deliberada, tentam precipitar a economia do Irão e a da Síria numa grave crise, fazer aumentar o número dos seus desempregados e piorar drasticamente a situação de aprovisionamento das suas populações. Com o fim de obterem um pretexto para a intervenção militar, há muito tempo planeada, tentam agudizar os conflitos étnicos e sociais internos e provocar guerras civis. Com esta política de embargo e de ameaças de guerra contra o Irão e contra a Síria colaboram em medida notória a União Europeia e o governo português.
Apelamos a todos os cidadãos ― às igrejas, aos partidos, aos sindicatos, ao movimento pacifista ― a que se oponham energicamente a esta política de guerra.
Pedimos ao governo português:
- que revogue sem condições e imediatamente as medidas de embargo contra o Irão e a Síria;
- que declare não participar de nenhuma forma numa guerra contra estes Estados e não consentir o uso do território português numa agressão levada a cabo pelos EUA ou pela NATO;
- que se empenhe a nível internacional em pôr termo à política da chantagem e das ameaças de guerra contra o Irão e a Síria.
Os povos iraniano e sírio têm o direito de decidir sozinhos e de modo soberano a organização do respectivos ordenamentos políticos e sociais. A manutenção da paz reclama que seja rigorosamente respeitado o princípio da não ingerência nos assuntos internos dos outros Estados.
26 novembro 2011
PARAR OS PREPARATIVOS DE GUERRA! ACABAR COM O EMBARGO!
Participe da petição pública!
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2012N19400
Link para outras línguas:
http://www.freundschaft-mit-valjevo.de/wordpress/?p=402
Email para a petição francesa:
stopperlaguerre@gmail.com
Email para a petição italiana:
noguerrasiriairan@libero.itSOLIDARIEDADE COM OS POVOS IRANIANO E SÍRIO!
Trad. João Carlos Graça,

Dezenas de milhar de mortos, uma população traumatizada, infra-estruturas largamente destruídas e um Estado desintegrado: eis o resultado da guerra levada a cabo pelos EUA e pela NATO para poderem saquear a riqueza da Líbia e recolonizar este país. Agora prepararam descaradamente a guerra contra o Irão e a Síria, dois países estrategicamente importantes, ricos em matérias-primas e que visam políticas independentes, sem se submeterem ao seu diktat. Um ataque da NATO à Síria ou ao Irão poderia provocar um confronto directo ― de consequências inimagináveis ― com a Rússia e com a China. Através de contínuas ameaças de guerra e da deslocação de forças militares para as fronteiras do Irão e da Síria, sem falar das acções terroristas e de sabotagem levadas a cabo por “unidades especiais” infiltradas, os EUA e outros membros da NATO impõem um estado de excepção aos dois países com o objectivo de os esgotar. Os EUA e a UE procuram de modo cínico e desumano paralisar cirurgicamente através do embargo o comércio externo e as transacções financeiras destes países. De forma deliberada, tentam precipitar a economia do Irão e a da Síria numa grave crise, fazer aumentar o número dos seus desempregados e piorar drasticamente a situação de aprovisionamento das suas populações. Com o fim de obterem um pretexto para a intervenção militar, há muito tempo planeada, tentam agudizar os conflitos étnicos e sociais internos e provocar guerras civis. Com esta política de embargo e de ameaças de guerra contra o Irão e contra a Síria colaboram em medida notória a União Europeia e o governo português.
Apelamos a todos os cidadãos ― às igrejas, aos partidos, aos sindicatos, ao movimento pacifista ― a que se oponham energicamente a esta política de guerra.
Pedimos ao governo português:
- que revogue sem condições e imediatamente as medidas de embargo contra o Irão e a Síria;
- que declare não participar de nenhuma forma numa guerra contra estes Estados e não consentir o uso do território português numa agressão levada a cabo pelos EUA ou pela NATO;
- que se empenhe a nível internacional em pôr termo à política da chantagem e das ameaças de guerra contra o Irão e a Síria.
Os povos iraniano e sírio têm o direito de decidir sozinhos e de modo soberano a organização do respectivos ordenamentos políticos e sociais. A manutenção da paz reclama que seja rigorosamente respeitado o princípio da não ingerência nos assuntos internos dos outros Estados.
26 novembro 2011
THE GUARDIAN: O escritor hindu Pankaj Mishra escolhe Liberalismo de Domenico Losurdo como livro do ano
In 15th-century Benares, the iconoclastic Indian poet Kabi inadvertently began one of the world's oldest literary collaborative projects. The poems attributed to him have been enriched by the renderings of Ezra Pound and Czesław Miłosz as well as those of Rajasthan's bard singers. A stylishly contemporary contribution to this work-in-progress is Songs of Kabir, the translations by the poet and essayist Arvind Krishna Mehrotra (NYRB Classics). Yu Hua's China in Ten Words(Pantheon) offers something very rare: a boldly ironic, even caustic, perspective on Chinese society by a literary novelist still resident in China and privy to its innermost everyday tensions. Liberalism: A Counter-History by Domenico Losurdo (Verso) stimulatingly uncovers the contradictions of an ideology that is much too self-righteously invoked. I also enjoyed Aravind Adiga's novel Last Man in Tower (Atlantic) and Gyan Prakash's essay Mumbai Fables (Princeton) – both books set in Mumbai and exceptionally alert to the exuberance and malignity of the city's gangsterish capitalism.
About Pankaj Mishra
Pankaj Mishra was born in North India in 1969. He graduated with a Bachelor of Commerce from the Allahabad University before completing his MA in English Literature at the Jawaharlal Nehru University in New Delhi. He wrote his first novel when he was only seventeen years old, and two further novels followed, although none have been published.
In 1992, he moved to Mashobra, a Himalayan village, where he began to contribute literary essays and reviews to The Indian Review of Books, The India Magazine, and the newspaper The Pioneer. His first book was Butter Chicken in Ludhiana: Travels in Small Town India (1995), a travelogue which described the social and cultural changes in India in the new context of globalization. (Picador will publish a new and revised edition of Butter Chicken in Ludhiana in the UK and India in late 2006.) His novel The Romantics (2000) an ironic tale of people longing for fulfillment in cultures other than their own, was published in eleven European languages and won the Los Angles Times' Art Seidenbaum award for first fiction. His recent book An End to Suffering: The Buddha in the World (2004), a New York Times notable book, mixes memoir, history, and philosophy while attempting to explore the Buddha's relevance to contemporary times. His most recent book, Temptations of the West: How to be Modern in India, Pakistan and Beyond, describes Mishra's travels through Kashmir, Bollywood, Afghanistan, Tibet, Nepal, and other parts of South and Central Asia. Like his previous books, it was featured in the New York Times' 100 Best Books of the Year.
In 2005, Mishra published an anthology of writing on India titled India in Mind (Vintage). His writings have been anthologized in The Picador Book of Journeys (2000), The Vintage Book of Modern Indian Literature (2004), and Away: The Indian Writer as Expatriate (Penguin), among other titles. He has introduced new editions of Rudyard Kipling's Kim (Modern Library), E. M. Forster's A Passage to India (Penguin Classics), J. G. Farrell's The Siege of Krishnapur (NYRB Classics), Gandhi's The Story of My Experiments with Truth (Penguin) and R. K. Narayan's The Ramayana (Penguin Classics). He has also introduced two volumes of V.S. Naipaul's essays, The Writer and the World and Literary Occasions.
Mishra writes literary and political essays for the New York Times, the New York Review of Books, The Guardian, and the New Statesman, among other American, British, and Indian publications. His work has also appeared in the London Review of Books, Times Literary Supplement, Financial Times, Washington Post, Boston Globe, Time, The Independent, Granta,The Nation, N+1, Poetry, Common Knowledge, Outlook, Travel & Leisure, The New Yorker, andHarper's. He was a visiting professor at Wellesley College in 2001, 2004, and 2006. In 2004-2005 he received a fellowship at the Cullmen Center for Writers and Scholars, New York Public Library. He divides his time between London and India, and is presently working on a novel. He is represented by the literary agency Gillon Aitken Associates
Parabéns PARA Domenico LoSURDO !
Participam ao congresso:
Andre Tosel, Jose Barata-Moura, Vladimiro Giacche, Carlos Nelson Coutinho, Bernard Bourgeois, Tom Rockmore, Joao Quartim Moraes, Bernard Taureck, Ishay Landa, Andreas Wehr, Dogan Gocmen, Graziano Ripanti, Massimo Baldacci, Nicola Panichi, Mario Cingoli, Fabio Frosini, Venanzio Raspa, Antonio De Simone, Paolo Ercolani, Renato Caputo, Giorgio Grimaldi,Stefano G. Azzara, Micaela Latini, Emanuela Susca, Giovanni Semeraro.
Além dos relatores, na Festschrift estarão presentes artigos de:
Hans Heinz Holz, Emmanuel Faye, Andras Gedo, Isabel Monal, Jean Robelin,Giuseppe Cacciatore, Tian Shigang, Eduard Gans (Pseudonimo)
Andre Tosel, Jose Barata-Moura, Vladimiro Giacche, Carlos Nelson Coutinho, Bernard Bourgeois, Tom Rockmore, Joao Quartim Moraes, Bernard Taureck, Ishay Landa, Andreas Wehr, Dogan Gocmen, Graziano Ripanti, Massimo Baldacci, Nicola Panichi, Mario Cingoli, Fabio Frosini, Venanzio Raspa, Antonio De Simone, Paolo Ercolani, Renato Caputo, Giorgio Grimaldi,Stefano G. Azzara, Micaela Latini, Emanuela Susca, Giovanni Semeraro.
Além dos relatores, na Festschrift estarão presentes artigos de:
Hans Heinz Holz, Emmanuel Faye, Andras Gedo, Isabel Monal, Jean Robelin,Giuseppe Cacciatore, Tian Shigang, Eduard Gans (Pseudonimo)
8 SETTEMBRO 2011
Urbino 18-20 novembro 2011
Participam ao congresso:
Andre Tosel, Jose Barata-Moura, Vladimiro Giacche, Carlos Nelson Coutinho, Bernard Bourgeois, Tom Rockmore, Joao Quartim Moraes, Bernard Taureck, Ishay Landa, Andreas Wehr, Dogan Gocmen, Graziano Ripanti, Massimo Baldacci, Nicola Panichi, Mario Cingoli, Fabio Frosini, Venanzio Raspa, Antonio De Simone, Paolo Ercolani, Renato Caputo, Giorgio Grimaldi,Stefano G. Azzara, Micaela Latini, Emanuela Susca, Giovanni Semeraro.
Além dos relatores, na Festschrift estarão presentes artigos de:
Hans Heinz Holz, Emmanuel Faye, Andras Gedo, Isabel Monal, Jean Robelin,Giuseppe Cacciatore, Tian Shigang, Eduard Gans (Pseudonimo)
Andre Tosel, Jose Barata-Moura, Vladimiro Giacche, Carlos Nelson Coutinho, Bernard Bourgeois, Tom Rockmore, Joao Quartim Moraes, Bernard Taureck, Ishay Landa, Andreas Wehr, Dogan Gocmen, Graziano Ripanti, Massimo Baldacci, Nicola Panichi, Mario Cingoli, Fabio Frosini, Venanzio Raspa, Antonio De Simone, Paolo Ercolani, Renato Caputo, Giorgio Grimaldi,Stefano G. Azzara, Micaela Latini, Emanuela Susca, Giovanni Semeraro.
Além dos relatores, na Festschrift estarão presentes artigos de:
Hans Heinz Holz, Emmanuel Faye, Andras Gedo, Isabel Monal, Jean Robelin,Giuseppe Cacciatore, Tian Shigang, Eduard Gans (Pseudonimo)
Domenico Losurdo
La cultura de la no violencia
Una historia alejada del mito
La cultura de la no violencia
Una historia alejada del mito
Peninsula, Barcelona 2011
Una crítica a lo que se entiende por pacifismo y no violencia en el siglo XX. De Gandhi al Dalai Lama
«El siglo XX está lleno de guerras y revoluciones que, de distintas formas, prometen conseguir la paz perpetua, es decir, está lleno de violencias que afirman querer erradicar de una vez por todas el azote de la violencia». «¿Lo que debemos cuestionarnos es, pues, un determinado sistema político-social? Aquí topamos de nuevo con una problemática que ha sido el centro de la reflexión y la lucha política de la edad contemporánea y que sigue siendo ineludible, aunque es necesario afrontarla en términos radicalmente nuevos para dejar atrás su concepción utópica. Con todo, sigue en pie una cuestión: hasta que no se arranquen de cuajo las raíces de la política de “conquista”, “usurpación” y dominio, una institución como la ONU podrá contener y limitar el azote de la guerra, pero no se harán realidad las confiadas esperanzas de Tolstói y de otros grandes intérpretes de la no violencia, quienes creían que el fenómeno de la guerra y del duelo entre Estados abandonaría la escena de la historia, del mismo modo en que lo había hecho el fenómeno del duelo entre individuos» (Domenico Losurdo).
9 SETEMBRO 2011
Introduction by Stefano G. Azzarà
The deep crisis of global capitalism is today developing in a struggle of unprecedented transformation preceded by long historical process not only on the economic but also the political and cultural planes.
The announcement of the “end of history” and of the definitive arrival of a new peaceful world order is representative of a kind of neo-liberalism that emerged at the end of the cold war, but which is contradicted by two decades of war and uninterrupted international tension as well as significant imbalances in every single country. The optimistic declarations of Francis Fukuyama and the bellicose slogan of the clash of civilizations of Samuel P. Huntington and of other neo-conservative American intellectuals characterize this period. This still continues as the inspiration of numerous Western elites searching for a guiding idea to clarify the relations between nations and areas of the world while maintaining an internal consensus in each country. This yields a fundamentalistic and simplified conception of identity as well as instrumentalized conceptions of the enemy, which currently includes Islam, China, and the migratory wave of barbarians from the Third World. This and other slogans have been remarkably effective. They contribute to obscuring the profound disequilibrium in the distribution of wealth, power, rights and opportunities within the industrialized countries while favouring the exportation of the conflict. On the basis of this ideology, the West, and especially the US, identifies with civilization as such and with the very idea of democracy. It seeks to govern in an aggressive way the important transformations now under way in imposing everywhere its own vision of the world and its own priorities. Yet this puts into question the claimed universal validity of the West, which it pretends to export. As Huntington himself admits, “the non-Westerners define what is Western, which the Westerners define as universal.”
What happened? In the second part of the eighteenth century, the ideals of democracy and universal rights of which we became aware through the French Revolution were enriched by the experience of the socialist movement, though still very far from anything resembling a full development, were deeply weakened. Their redefinition in liberalism has blocked these philosophical and political developments both internal and external to the West, critical as well as autocratic, which several decades earlier were understood to be inescapable components of full universalism. In this respect, postmodern philosophy has played a role. Born from the pretext of a radical critique of power and of the state, it is indicative of a destructive anti-dialectical attitude in the confrontation with any form of universalism as such. Its specifically anti-critical exaltation of particular differences remains in a fragile balance between absolute relativism and the apology for stronger systems of law and order.
This gives rise to a form of particularistic and divided universalism tending to negate any acknowledgment in the confrontation with other forms of culture and conscious awareness. Rather than dialogue, it undertakes to realize its superiority with respect to others. But the key to the clash of civilizations is useless to grasp the current situation. It is much more useful to consider these phenomena from a different perspective.
The end of the bipolar world has not only prepared the way for the globalized imposition of capitalist development and occidental values. It has also created the conditions for beginning a more complex process in which the entire world up to the present is inserted as it were within a rigid order. The result is a process of internal development and of uncoupling so to speak in the confrontation between the capitalist economic order as well as the confrontations of the hegemony of American and Western culture. Underneath this conflict between civilizations and development, we must look to history, tradition and religion. There is therefore a more concrete and materialistic struggle with political and geopolitical dimensions which is playing itself out a redefinition of world equilibrium in the twenty first century. The regions which emerged from the colonial period and lay claim to autonomy work in opposition to the neo-colonial project of a Western world looking to confront the crisis of its own authority and not hesitating to appeal to military means. This is a conflict for hegemony, which needs to be characterized. In this conflict, the national question, which has long been thought of as not a contemporary theme in the ideology of globalization, reminds us of its centrality.
The critical instruments and the dialectical means put at our disposal by Hegel and Marx, and in particular their reflections on the relation between universality and particularity, on the nature of the conflict and the role of the intellectual class can help to orient us better in this word and to understand in a more rational manner. This is the task of our meeting, which will take place May 28-30 in Lisbon. It is organized in collaboration with the University of Lisbon, the Department of Human Sciences of the University of Urbino, the Italian Institute of Philosophical Studies, and with the support of Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação Internacional Racionalista and Fundação para a Ciência e a Tecnologia.
What happened? In the second part of the eighteenth century, the ideals of democracy and universal rights of which we became aware through the French Revolution were enriched by the experience of the socialist movement, though still very far from anything resembling a full development, were deeply weakened. Their redefinition in liberalism has blocked these philosophical and political developments both internal and external to the West, critical as well as autocratic, which several decades earlier were understood to be inescapable components of full universalism. In this respect, postmodern philosophy has played a role. Born from the pretext of a radical critique of power and of the state, it is indicative of a destructive anti-dialectical attitude in the confrontation with any form of universalism as such. Its specifically anti-critical exaltation of particular differences remains in a fragile balance between absolute relativism and the apology for stronger systems of law and order.
This gives rise to a form of particularistic and divided universalism tending to negate any acknowledgment in the confrontation with other forms of culture and conscious awareness. Rather than dialogue, it undertakes to realize its superiority with respect to others. But the key to the clash of civilizations is useless to grasp the current situation. It is much more useful to consider these phenomena from a different perspective.
The end of the bipolar world has not only prepared the way for the globalized imposition of capitalist development and occidental values. It has also created the conditions for beginning a more complex process in which the entire world up to the present is inserted as it were within a rigid order. The result is a process of internal development and of uncoupling so to speak in the confrontation between the capitalist economic order as well as the confrontations of the hegemony of American and Western culture. Underneath this conflict between civilizations and development, we must look to history, tradition and religion. There is therefore a more concrete and materialistic struggle with political and geopolitical dimensions which is playing itself out a redefinition of world equilibrium in the twenty first century. The regions which emerged from the colonial period and lay claim to autonomy work in opposition to the neo-colonial project of a Western world looking to confront the crisis of its own authority and not hesitating to appeal to military means. This is a conflict for hegemony, which needs to be characterized. In this conflict, the national question, which has long been thought of as not a contemporary theme in the ideology of globalization, reminds us of its centrality.
The critical instruments and the dialectical means put at our disposal by Hegel and Marx, and in particular their reflections on the relation between universality and particularity, on the nature of the conflict and the role of the intellectual class can help to orient us better in this word and to understand in a more rational manner. This is the task of our meeting, which will take place May 28-30 in Lisbon. It is organized in collaboration with the University of Lisbon, the Department of Human Sciences of the University of Urbino, the Italian Institute of Philosophical Studies, and with the support of Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação Internacional Racionalista and Fundação para a Ciência e a Tecnologia.
Terça 16 Agosto 2011
Chega a versão brasileira do artigo: Como nasceu e como morreu o 'Marxismo Ocidental".
Sábado 30 de julho 2011
Annie-Lacroix-Riz: «A obra do Losurdo é estremamente interessante, eu a recomendo vivamente»
Cher Monsieur,
L’ouvrage de Losurdo est extrêmement intéressant, je le recommande vivement et en ai rendu compte dans un texte diffusé sur ma liste de diffusion (inscription sur mon site) et affiché sur le site à la rubrique (« Remarques à Bernard Frédérick sur son texte de L’Humanité dimanche, 23-29 juin 2011, p. 94-97 » (http://www.historiographie.info/humastaline2011%20.pdf). A propos de Jean-Jacques Marie, antisoviétique compulsif sous couvert d’antistalinisme, je vous communique un courrier de 2007 suivant un échange électronique dans lequel l’intéressé avait balayé sur un ton très méprisant mes critiques contre un article de lui paru dans l’Express. Il n’a jamais répondu à ce second courrier. L’échange électronique se trouve dans mes archives, non accessibles à l’endroit où je me trouve, mais ma lettre reproduit tous les arguments qu’avait avancés Marie.
Amicalement,
Annie Lacroix-Riz
Segunda 27 junho 2011
A resenha de Jean Bricmont da edição francesa sobre o livro do Stalin
Réflexions sur Staline, à partir du livre de Domenico Losurdo, Staline, histoire et critique d'une légende noire ; traduit de l'italien par Marie-Ange Patrizio, avec une postface de Luciano Canfora ; Aden, Bruxeles, 2011.da michelcollon.info, 21 giugno2011
Même si l'auteur démonte la « légende noire » forgée entre autres par Arendt, Conquest, Khrouchtchev et Trotski, ce livre n'est pas une apologie de Staline (bien qu'il sera sans doute accusé d'en être une) mais plutôt une tentative pour faire sortir Staline de la démonologie occidentale, où il occupe une place de choix aux côtés de son « frère jumeau » Hitler, et de le faire entrer dans l'histoire, une histoire certes tragique, mais qui ne se résume pas à la lutte du Bien démocratique contre le Mal totalitaire. L'auteur aborde de front plusieurs questions sensibles, comme la direction par Staline de la guerre patriotique (1941-1945), la famine en Ukraine, les camps, l'industrialisation forcée ou encore l'antisémitisme, et il s'appuie pour cela essentiellement sur des sources non communistes...
Resenha sobre a edição brasileira do Stalin
Marcos Silva é professor de geografia na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Florianópolis, Brasil.
Esta intervenção foi publicada no site da Fundação Maurício Grabois (próxima ao PCdoB) (http://grabois.org.br/portal/noticia.php?id_sessao=54&id_noticia=6014) e também na "Princípios", rivista teórica do PCdoB. (http://grabois.org.br/portal/noticia.php?id_sessao=7&id_noticia=6072) (na revista em forma reduzida por motivos de espaço).
Esta intervenção foi publicada no site da Fundação Maurício Grabois (próxima ao PCdoB) (http://grabois.org.br/portal/noticia.php?id_sessao=54&id_noticia=6014) e também na "Princípios", rivista teórica do PCdoB. (http://grabois.org.br/portal/noticia.php?id_sessao=7&id_noticia=6072) (na revista em forma reduzida por motivos de espaço).
Para entender Stalin e o “stalinismo”
Por Marcos Aurélio da Silva
A publicística brasileira, e não só aquela à direita do espectro político, acostumou-se a se referir a Stalin como um dos grandes assassinos da história. A julgar pelo livro de Domenico Losurdo agora publicado entre nós, Stalin: história crítica de uma lenda negra, tradução de Jaime Clasen, Rio de Janeiro: Revan, 2010, 378 págs. (com um ensaio de Luciano Canfora), este ponto de vista está a demandar uma profunda revisão. Isso se se quiser não apenas refletir sobre o uso político a que a figura de Stalin serviu no Ocidente capitalista, mas igualmente atentar para o que de mais atual há na historiografia que se acercou do tema do “stalinismo”...
sábado 18 junho 2011
Uma antecipação da edição alemã do livro " A linguagem do Império" no jornal Junge Welt
Uma antecipação da edição alemã do livro " A linguagem do Império" no jornal Junge Welt
Junge Welt, 18.06.2011
Krieg der Begriffe
Vorabdruck. Obama und Orwell: Die Sprache des Imperiums und das »Newspeak«
Von Domenico Losurdo
Zur Rechtfertigung von Krieg und Besatzung pflegen die herrschenden Klassen der imperialistischen Staaten und ihre folgsamen Ideologen einen ganz eigenen Diskurs: Kriege gelten als »humanitäre« Einsätze, Städte werden bombardiert, um die »Zivilbevölkerung zu schützen«, der Feind wird zum kulturlosen »Barbaren« stilisiert, und Widerstand ist grundsätzlich »Terrorismus«. In seinem neuen Buch »Die Sprache des Imperiums« versucht der italienische Philosoph Domenico Losurdo Licht ins Dunkle des »Neusprechs« der Kriegstreiber zu bringen und, so der Autor im Vorwort des Bandes, einen »Beitrag zur Definition der zentralen Begriffe der heutigen Kriegsideologie« zu liefern. jW veröffentlicht einen Auszug aus dem 8.Kapitel der Studie, um Fußnoten gekürzt, vorab...
Krieg der Begriffe
Vorabdruck. Obama und Orwell: Die Sprache des Imperiums und das »Newspeak«
Von Domenico Losurdo
Zur Rechtfertigung von Krieg und Besatzung pflegen die herrschenden Klassen der imperialistischen Staaten und ihre folgsamen Ideologen einen ganz eigenen Diskurs: Kriege gelten als »humanitäre« Einsätze, Städte werden bombardiert, um die »Zivilbevölkerung zu schützen«, der Feind wird zum kulturlosen »Barbaren« stilisiert, und Widerstand ist grundsätzlich »Terrorismus«. In seinem neuen Buch »Die Sprache des Imperiums« versucht der italienische Philosoph Domenico Losurdo Licht ins Dunkle des »Neusprechs« der Kriegstreiber zu bringen und, so der Autor im Vorwort des Bandes, einen »Beitrag zur Definition der zentralen Begriffe der heutigen Kriegsideologie« zu liefern. jW veröffentlicht einen Auszug aus dem 8.Kapitel der Studie, um Fußnoten gekürzt, vorab...
14 de Junho 2011
Domenico Losurdo em Lisboa para a apresentação da edição em lingua portuguesa do livro sobre Stalin: STALIN. HISTÓRIA CRÍTICA DE UMA LENDA NEGRA, ED. REVAN -
14 Juin, Lisbonne 18 heures-Conférence à la Bibliotèque Municipale sur le livre
«Stalin, histoire et critique d’une légende noire», dont l’édition bresilienne sera en vente .
Débat. L’auteur, presenté par l'écrivain portugais Miguel Urbano Rodrigues, signera des exemplaires de son livre.
15 Juin, Lisbonne
17 heures-Conference sur le meme livre à l ISCTE , de l‘Université de Lisbonne
Débat. Presentation du Prof Arsenio Nunes. L’auteur signera aussi des exemplaires de son livre.
http://domenicolosurdo.blogspot.com/2011/06/domenico-losurdo-lisbona-per-la.html
http://domenicolosurdo.blogspot.com/2011/06/domenico-losurdo-lisbona-per-la.html
1 1 junho 2 0 1 1
Alain Badiou sinaliza a importância do Stalin de Losurdo em seu seminário
Je voudrais désormais commencer le séminaire par quelques éléments de bibliographie thématique. Aujourd'hui je vais vous parler de deux livres concernant Staline.
Je voudrais partir d'un point qui doit commenter le rapport entre intellectualité et politique. En général, la politique est exclusivement envisagée du point de vue des situations, délaissant ainsi la question de l'état des problèmes : il y a en effet, en politique, comme en science, une histoire des problèmes; il y a des problèmes qui ont été traités et résolus, et il y a des problèmes discutés avec acharnement de longue date et pas encore résolus. Il ne faut pas confondre histoire des États et histoire de la politique comme pensée, projet et résolution de problèmes. L'histoire des politiques vue du point de l'histoire des problèmes politiques est un fil directeur qu'il me paraît intéressant de suivre.
7 junho 2011
Oskar Lafontaine cita o livro "A Contra História do liberalismo": "um dos livros mais interessantes que eu tenha lido nos últimos tempos"
In un articolo pubblicato su «Berliner Tagesspiegel» del 4 giugno, in relazione al dibattito in corso nella «Linke» su liberalismo e socialismo, Oskar Lafontaine rinvia al libro «Controstoria del liberalismo», in Germania pubblicato da Papyrossa col titolo: «Freiheit als Privileg. Eine Gegengeschichte des Liberalismus» [La libertà come privilegio. Una controstoria del liberalismo].
Em "El Viejo Topo" um debate sobre o Stalin de Losurdo
"El Viejo Topo" n. 280, mayo de 2011
Dossier Stalin. La polémica en la izquierda italian
Varios Autores
Dossier Stalin. La polémica en la izquierda italian
Varios Autores
17 MAio 2011
Losurdo, l’apologeta di Stalin elogiato dal «Financial Times»
Antonio Carioti - Corriere della sera Martedì 17 Maggio 2011
16 MAio 2011
Book review: Liberalism: A counter-history by Domenico LosurdoBy GAVIN BOWD, 10 May 2011 LIBERALISM: A COUNTER-HISTORY, Domenico Losurdo
16 MAio 2011
Université Paris 1 Panthéon-Sorbonne - Institut d'histoire de la Révolution française http://ihrf.univ-paris1.fr/ Psychopathologie et démonologie . La lecture des grandes crises historiographiques de la Restauration à nos jours
Dans le cadre des Conférences Alphonse Aulard, et à la suite des professeurs Carla Hesse et Michel Pertué, l’IHRF a le plaisir de vous inviter à assister à la leçon que donnera le professeur Domenico Losurdo, de l’Université d’Urbino.La conférence sera donnée le mercredi 11 mai 2011 en salle Marc Bloch, entre 18 et 20 heures.
27 ABRIL 2011
DOMENICO LOSURDO COMES TO LONDON TO DISCUSS HIS NEW BOOK ‘LIBERALISM: A COUNTER-HISTORY’ Thursday, May 05, 2011, 7.30pm - King’s College London, Edmund J. Safra Lecture Theatre, Strand Campus, London WC2R 2LS
‘Liberalism: Slavery, imperialism and exploitation’
A panel discussion and book launch for LIBERALISM: A COUNTER-HISTORY with Domenico Losurdo, Robin Blackburn, Richard Seymour, and chair Stathis Kouvelakis.
Hosted by the KCL European Studies Department in association with Verso Books
8 ABRIL 2011
Histoire
Le stalinisme au-delà de la démonologie
Pour le philosophe italien Domenico Losurdo, la construction d'une analogie entre Staline et Hitler vise à escamoter le rôle des régimes capitalistes dans la montée du nazisme.
Baptiste Eychart le 7 Avril 2011
Staline. Histoire et critique d'une légende noire, de Domenico Losurdo, traduit de l'italien par Marie-Ange Patrizio, Éditions Aden, 2011, 531 pages, 30 euros.
16 MARÇO 2011
Chega a edição espanhola do livro sobre Stalin
Domenico Losurdo, Stalin. Historia y crítica de una leyenda negra, El Viejo Topo
¿Fue Stalin ese «enorme, siniestro, caprichoso y degenerado monstruo humano», como dijo Nikita Kruschov en su famoso Informe secreto? ¿O, como se ha dicho después, el inepto hermano gemelo de Hitler? ¿El dictador sádico, paranoico, antisemita, carente del menor escrúpulo que ha retratado la historiografía dominante?
Domenico Losurdo cree que no. Sin por ello exculpar a Stalin del horror del Gulag, ni negar su responsabilidad en otros crímenes, Losurdo resulta convincente cuando imputa como falsa la acusación de antisemitismo, cuando subraya el genio estratégico y militar del líder soviético o cuando rechaza el paralelismo con el Führer, por citar algunos aspectos que se dan por ciertos sin serlo. Más aún: al contextualizar las decisiones, muchas veces terribles, que tomó Stalin, Losurdo demuestra que es más fácil enlazar los delirios racistas e imperiales de Hitler con sus contemporáneos occidentales y sus precursores, que con el político bolchevique.
Libro que cuestiona la mayor parte de la historiografía actual, Stalin. Historia y crítica de una leyenda negra no dejará indiferente a quien se adentre en sus páginas.
Dopo diverse edizioni in lingue straniere, viene ripubblicato anche in Italia, da La scuola di Pitagora editrice, il libro di Domenico Losurdo Hegel e la libertà dei moderni, da tempo esaurito [SGA].
L'edizione inglese e quella cinese
L'edizione inglese e quella cinese
Publicada a versão francesa do livro sobre Stalin. Debate e apresentação do livro
Domenico LOSURDO: Staline: histoire et critique d'une légende noire, Aden, Bruxelles 2011
Traduit de l'italien par Marie-Ange Patrizio
Postface de Luciano Canfora
Il fut un temps où d’illustres hommes d’État –comme Churchill– et des intellectuels de premier plan –Hannah Arendt ou Thomas Mann pour ne citer qu’eux– avaient pour Staline, et pour le pays qu’il guidait, du respect, de la sympathie et même de l’admiration. Avec l’éclatement de la Guerre froide d’abord, et surtout, ensuite, avec le Rapport Khrouchtchev, Staline devient, du jour au lendemain, un "monstre", comparable peut-être seulement à Hitler. Le contraste radical entre ces attitudes à l’égard du "petit père des peuples" devrait pousser l’historien non pas à trancher en faveur d’une de ces images mais bien à les étudier toutes, en analysant les conflits et les intérêts qui sont à l’origine de ces prises de positions. C’est ce que réalise Domenico Losurdo, en revenant scrupuleusement sur les tragédies du XXe siècle et en déconstruisant et contextualisant nombre des accusations et louanges adressées à Staline. Cet essai est une approche à la fois historique, historiographique et philosophique –qui, comme en Italie à sa sortie, ne manquera pas de susciter de vives polémiques.
sexta 11 FEvereiro 2011
Nietzsche der aristokratische Rebell, aus dem Italienischen von Erdmute Brielmayer, hg. und mit einer Einführung von Jan Rehmann, Berlin 2009 (Argument Verlag), 2 Bd., geb., 1104 S., 98.- Eur
A intervenção de Domenico Losurdo no Congresso organizado pela Unesco e a Fondation Péri.
La raison à l’épreuve des grandes crises historiques
Intervention de Domenico Losurdo lors du colloque «la raison et ses combats»
La raison à l’épreuve des grandes crises historiques
Intervention de Domenico Losurdo lors du colloque «la raison et ses combats»
No México uma resenha sobre a edição espanhola do livro "Fuga da História "
EL COMUNISMO Y LAS FUGAS DE LA HISTORIA: DOMÉNICO LOSURDO
di JAIME ORTEGA REYNA, "Revista Memoria", agosto 2010
21 Dezembro 2010
E' da poco uscita dalla casa editrice Revan l’edizione brasiliana del libro su Stalin ed è in corso la pubblicazione spagnola. Ripubblichiamo per l'occasione la recensione di Miguel Urbano [SGA].
9 Dezembro 2010
Club 44 - Centre de culture, d'information et de rencontre
64, rue de la Serre, La Chaux-de-Fonds, CH
En partenariat avec la Società Dante Alighieri et en collaboration avec Payot Libraire
Jeudi 16 Décembre 20h15 - Conférence
Domenico Losurdo: La non-violence. Une histoire hors du mythe
Seventh Historical Materialism annual conference Crisis and Critique
11-14 November 2010 at SOAS and ULU, London, WC1
Giovedì 11 novembre, h. 15.45, University of London Union, Malet StreetDomenico Losurdo: Non-Violence: A History without Myth
11-14 November 2010 at SOAS and ULU, London, WC1
Giovedì 11 novembre, h. 15.45, University of London Union, Malet StreetDomenico Losurdo: Non-Violence: A History without Myth
11/05/2010
Tópicos Utópicos traz a Fortaleza Domenico Losurdo
Tópicos Utópicos é um projeto da Prefeitura Municipal de Fortaleza que, durante o ano de 2010, vai trazer grandes pensadores que são referência na esquerda mundial e nacional, para encontros e reflexões sobre temas da humanidade. Dando início ao projeto, no dia 12 de maio, próxima quarta (12), às 17h, no Mercado dos Pinhões, a Prefeitura recebe o filósofo marxista italiano Domenico Losurdo para debater sobre as lutas contra-hegemônicas do século XX ao século XXI.
O projeto é um convite para além do pensamento, é também um convite que tem o intuito de gerar outras formas de ver o mundo, e que estimula a ação. A proposta é tornar a cidade um polo nacional de reflexão sobre a conjuntura atual, debatendo temas relacionados à política, economia, cultura, urbanismo, meio ambiente, entre outros.
Tópicos Utópicos é realizado e articulado através da Comissão de Participação Popular e da Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secultfor). Para este primeiro encontro, recebe a parceria da Editora Boitempo (SP), Escola Nacional Florestan Fernandes (SP) e Universidade Federal do Ceará (UFC). O projeto prevê a realização de quatro conferências anualmente.
Losurdo está no Brasil participando de conferências e debates com intelectuais nas universidades em São Paulo, Rio de Janeiro e, agora, em Fortaleza. Crítico do pensamento liberal, Losurdo vai discorrer durante o encontro acerca da revolução anti-imperialista, debruçando-se sobre a formação do terceiro mundo e as conseqüências do imperialismo.
SERVIÇOData: 12 de maio
Horário: 17 horas
Local: Mercado dos Pinhões (Praça Visconde de Mauá, s/n – Centro, próximo ao cruzamento da rua Gonçalves Lêdo com Tenente Benévolo).
Informações pelo telefone 3452-2110. Grátis
http://www.fortaleza.ce.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=13385&Itemid=82
12/10/2006
Editora Anita lança obra que questiona liberalismo burguês
Tópicos Utópicos é um projeto da Prefeitura Municipal de Fortaleza que, durante o ano de 2010, vai trazer grandes pensadores que são referência na esquerda mundial e nacional, para encontros e reflexões sobre temas da humanidade. Dando início ao projeto, no dia 12 de maio, próxima quarta (12), às 17h, no Mercado dos Pinhões, a Prefeitura recebe o filósofo marxista italiano Domenico Losurdo para debater sobre as lutas contra-hegemônicas do século XX ao século XXI.
O projeto é um convite para além do pensamento, é também um convite que tem o intuito de gerar outras formas de ver o mundo, e que estimula a ação. A proposta é tornar a cidade um polo nacional de reflexão sobre a conjuntura atual, debatendo temas relacionados à política, economia, cultura, urbanismo, meio ambiente, entre outros.
Tópicos Utópicos é realizado e articulado através da Comissão de Participação Popular e da Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secultfor). Para este primeiro encontro, recebe a parceria da Editora Boitempo (SP), Escola Nacional Florestan Fernandes (SP) e Universidade Federal do Ceará (UFC). O projeto prevê a realização de quatro conferências anualmente.
Losurdo está no Brasil participando de conferências e debates com intelectuais nas universidades em São Paulo, Rio de Janeiro e, agora, em Fortaleza. Crítico do pensamento liberal, Losurdo vai discorrer durante o encontro acerca da revolução anti-imperialista, debruçando-se sobre a formação do terceiro mundo e as conseqüências do imperialismo.
SERVIÇOData: 12 de maio
Horário: 17 horas
Local: Mercado dos Pinhões (Praça Visconde de Mauá, s/n – Centro, próximo ao cruzamento da rua Gonçalves Lêdo com Tenente Benévolo).
Informações pelo telefone 3452-2110. Grátis
http://www.fortaleza.ce.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=13385&Itemid=82
12/10/2006
Editora Anita lança obra que questiona liberalismo burguês
COM UM OLHAR ACURADO SOBRE AS MAZELAS IMPOSTAS AOS DOMINADOS PELAS CLASSES DOMINANTES, O INTELECTUAL ITALIANO DOMENICO LOSURDO LANÇA NA CAPITAL PAULISTA O LIVRO LIBERALISMO. ENTRE CIVILIZAÇÃO E BARBÁRIE, DA EDITORA ANITA GARIBALDI.
“A última guerra contra o Iraque foi acompanhada por um singular fenômeno ideológico; tentaram fazer calar o movimento de protesto, de amplitude sem precedentes, que se desenvolveu na ocasião, lançando contra o movimento de protesto a acusação de antiamericanismo”. É dessa forma que Domenico Losurdo inicia o tópico “Mito e realidade do antiamericanismo de esquerda”, de sua mais recente obra Liberalismo. Entre civilização e barbárie, lançado pela editora Anita Garibaldi na noite de ontem (11) na livraria Fnac Pinheiros, em São Paulo.
Para uma platéia atenta, o intelectual italiano discorreu a respeito da supremacia dos povos brancos sobre os demais e traçou um panorama dessa hegemonia desde os tempos coloniais até os dias de hoje, ressaltando que nos Estados Unidos de Bush, país tido como referência democrática, negros, latino-americanos, índios e árabes ainda são submetidos a preconceitos seculares. Losurdo lembra que a sociedade estadunidense desenvolveu-se tendo como um de seus principais pilares a escravidão. “Em 32 dos 36 primeiros anos da história dos Estados Unidos, os presidentes daquele país eram proprietários de escravos”, disse, citando como exemplo George Washington (1789-1797), Thomas Jefferson; (1801-1809) e James Madison; (1809-1817).
Desumanização
Ao falar do desenvolvimento do liberalismo, Losurdo tratou especialmente do duplo processo de desumanização que, segundo ele, além de atingir diretamente os escravos e povos colonizados, se estendeu aos trabalhadores europeus. “Então, os assalariados eram tratados como meros instrumentos falantes de trabalho. Havia aqueles que consideravam os escravos simplesmente animais bípedes”, lembrou o marxista. Com base nisso, Losurdo ressaltou que, quando Alexis de Tocqueville lança seu olhar à democracia na América, no século 19, o jurista francês na verdade estava levando em conta apenas a parcela branca da sociedade. Segundo Losurdo, se considerasse também os negros e índios, certamente não seria possível falar de democracia, uma vez que a base do sistema norte-americano é a da “democracia para os senhores”.
A abolição da escravatura nos Estados Unidos não acabou com a discriminação e a segregação racial. Sob a égide liberal, que pregava a igualdade entre os homens perante a lei, o país continuava a excluir da sociedade e da vida política os negros americanos. Neste contexto, nasce em meados do século 19 a Klu Klux Klan. Em seu livro, Losurdo fala da ligação entre a organização e os círculos alemães de extrema direita, e entre a concepção norte-americana de white supremacy e o Terceiro Reich. “O programa de restabelecimento das hierarquias raciais acopla-se estreitamente ao projeto eugênico”, escreveu Losurdo. E completou dizendo que o projeto é uma forma de “cavar um abismo intransponível entre a raça dos servos e a raça dos senhores, depurando esta última dos elementos impuros, capacitando-a a afrontar e vencer a revolta servil que se delineava, em nível planetário, na onda da revolução bolchevique”.
Sobre Outubro de 1917, Losurdo lembrou que os princípios marxistas, que nortearam a Revolução Russa, tiveram o papel de expressar a voz daquele povo desumanizado. “O resgate da dignidade humana foi um dos pontos mais importantes da revolução”, disse o professor. Aliás, lembrou Losurdo, a revolução aplacou pelo menos três tipos de discriminação: contra as mulheres, os pobres e a racial.
Hoje como ontem...
Voltando aos dias atuais, Losurdo não deixou de citar os descalabros cometidos pelos Estados Unidos de George W. Bush, com especial destaque para as prisões de Guantánamo e Abu Graib, como uma continuidade do tratamento dado pelo país aos que considera inferiores. “Ao ver a forma como seus prisioneiro são tratados, devemos nos questionar se realmente existe democracia para os norte-americanos. Afinal, quem vai para Guantánamo, se não os excluídos, que não fazem parte do povo dos grandes senhores?”, questionou. Losurdo lembrou ainda que mesmo entre os trabalhadores norte-americanos, a discriminação se faz presente. “É difícil unificar a classe operária americana porque dentro dela há estratificações étnicas, aspecto que a classe dominante procura reforçar para evitar a mobilização dos trabalhadores”, disse, ressaltando acreditar que esse processo já dá sinais de crise com a maior unificação da classe operária.
Como apontado por João Quartim de Moraes, professor da Unicamp e José Carlos Ruy, jornalista, no prefácio de Liberalismo. Entre a civilização e a barbárie, um dos grandes méritos de Losurdo é “retomar o universalismo de Lênin, para quem existe apenas uma humanidade, sem raças inferiores ou superiores, mas dividida em classes que dominam e classes que são obrigadas a trabalhar em benefício de outras”.
O livro Liberalismo. Entre a civilização e a barbárie pode ser adquirido na própria editora Anita Garibaldi, pelo http://www.anitagaribaldi.com.br/loja/ . Mais informações pelos telefones (11) 3289-1331/ 3266-4312 e 3266-4313.
De São Paulo, Priscila Lobregatte
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=8393&id_secao=10
Para uma platéia atenta, o intelectual italiano discorreu a respeito da supremacia dos povos brancos sobre os demais e traçou um panorama dessa hegemonia desde os tempos coloniais até os dias de hoje, ressaltando que nos Estados Unidos de Bush, país tido como referência democrática, negros, latino-americanos, índios e árabes ainda são submetidos a preconceitos seculares. Losurdo lembra que a sociedade estadunidense desenvolveu-se tendo como um de seus principais pilares a escravidão. “Em 32 dos 36 primeiros anos da história dos Estados Unidos, os presidentes daquele país eram proprietários de escravos”, disse, citando como exemplo George Washington (1789-1797), Thomas Jefferson; (1801-1809) e James Madison; (1809-1817).
Desumanização
Ao falar do desenvolvimento do liberalismo, Losurdo tratou especialmente do duplo processo de desumanização que, segundo ele, além de atingir diretamente os escravos e povos colonizados, se estendeu aos trabalhadores europeus. “Então, os assalariados eram tratados como meros instrumentos falantes de trabalho. Havia aqueles que consideravam os escravos simplesmente animais bípedes”, lembrou o marxista. Com base nisso, Losurdo ressaltou que, quando Alexis de Tocqueville lança seu olhar à democracia na América, no século 19, o jurista francês na verdade estava levando em conta apenas a parcela branca da sociedade. Segundo Losurdo, se considerasse também os negros e índios, certamente não seria possível falar de democracia, uma vez que a base do sistema norte-americano é a da “democracia para os senhores”.
A abolição da escravatura nos Estados Unidos não acabou com a discriminação e a segregação racial. Sob a égide liberal, que pregava a igualdade entre os homens perante a lei, o país continuava a excluir da sociedade e da vida política os negros americanos. Neste contexto, nasce em meados do século 19 a Klu Klux Klan. Em seu livro, Losurdo fala da ligação entre a organização e os círculos alemães de extrema direita, e entre a concepção norte-americana de white supremacy e o Terceiro Reich. “O programa de restabelecimento das hierarquias raciais acopla-se estreitamente ao projeto eugênico”, escreveu Losurdo. E completou dizendo que o projeto é uma forma de “cavar um abismo intransponível entre a raça dos servos e a raça dos senhores, depurando esta última dos elementos impuros, capacitando-a a afrontar e vencer a revolta servil que se delineava, em nível planetário, na onda da revolução bolchevique”.
Sobre Outubro de 1917, Losurdo lembrou que os princípios marxistas, que nortearam a Revolução Russa, tiveram o papel de expressar a voz daquele povo desumanizado. “O resgate da dignidade humana foi um dos pontos mais importantes da revolução”, disse o professor. Aliás, lembrou Losurdo, a revolução aplacou pelo menos três tipos de discriminação: contra as mulheres, os pobres e a racial.
Hoje como ontem...
Voltando aos dias atuais, Losurdo não deixou de citar os descalabros cometidos pelos Estados Unidos de George W. Bush, com especial destaque para as prisões de Guantánamo e Abu Graib, como uma continuidade do tratamento dado pelo país aos que considera inferiores. “Ao ver a forma como seus prisioneiro são tratados, devemos nos questionar se realmente existe democracia para os norte-americanos. Afinal, quem vai para Guantánamo, se não os excluídos, que não fazem parte do povo dos grandes senhores?”, questionou. Losurdo lembrou ainda que mesmo entre os trabalhadores norte-americanos, a discriminação se faz presente. “É difícil unificar a classe operária americana porque dentro dela há estratificações étnicas, aspecto que a classe dominante procura reforçar para evitar a mobilização dos trabalhadores”, disse, ressaltando acreditar que esse processo já dá sinais de crise com a maior unificação da classe operária.
Como apontado por João Quartim de Moraes, professor da Unicamp e José Carlos Ruy, jornalista, no prefácio de Liberalismo. Entre a civilização e a barbárie, um dos grandes méritos de Losurdo é “retomar o universalismo de Lênin, para quem existe apenas uma humanidade, sem raças inferiores ou superiores, mas dividida em classes que dominam e classes que são obrigadas a trabalhar em benefício de outras”.
O livro Liberalismo. Entre a civilização e a barbárie pode ser adquirido na própria editora Anita Garibaldi, pelo http://www.anitagaribaldi.com.br/loja/ . Mais informações pelos telefones (11) 3289-1331/ 3266-4312 e 3266-4313.
De São Paulo, Priscila Lobregatte
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=8393&id_secao=10

